QUEIJO CANASTRA E PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIALPERFIL DO PÚBLICO CONSUMIDOR E VALIDAÇÃO DE PROPOSTA DE VALOR VIA DESIGN THINKING E INSTAGRAM

Autores

  • Dayane Katíuce Alcântara de Paiva Autor
  • Leticia Pedreira Diniz Goncalves Autor

Palavras-chave:

Proposta de Valor, Patrimônio Cultural Imaterial, Indicação Geográfica, Design Thinking, Redes Sociais, Queijo Canastra.

Resumo

Este artigo investiga como atributos associados a patrimônio cultural imaterial e Indicação Geográfica podem ser mobilizados como proposta de valor para a comercialização varejista de produtos artesanais, tomando como caso o Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra e sua venda na cidade de São Paulo. O objetivo é caracterizar o perfil do potencial público consumidor, mapear dores e ganhos de compra e estruturar um Canvas de proposta de valor, além de testar uma hipótese de solução por meio de um experimento de marketing digital em rede social. Adota-se a abordagem de Design Thinking, combinando desk research, mapa de empatia, pesquisa imersiva online (n=52) e benchmark/FOFA. A validação da hipótese é conduzida com ‘test card’ e campanha no Instagram do negócio piloto ‘Rainha da Canastra’, integrando conteúdo educativo, prova social e direcionamento ao WhatsApp. Os resultados indicam alta familiaridade com o produto (73% conhecem; 68,6% já experimentaram), valorização predominante de qualidade e sabor, disposição a pagar prêmio por selo de qualidade (86,5%) e percepção de barreiras ligadas à autenticidade, acesso e informação. Contribui-se com implicações gerenciais para negócios D2C (direct-to-consumer) de alimentos artesanais, destacando a combinação entre rastreabilidade, storytelling territorial e conveniência logística como mecanismo de redução de incertezas e aumento de valor percebido.

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Publicado

2026-03-18